Ter sinusite de repetição ainda faz parte da vida de muita gente. Mas, sinceramente? Em muitos casos, não deveria.
E digo isso porque hoje conseguimos investigar melhor os fatores que favorecem essas crises e, muitas vezes, eliminar ou reduzir de forma importante a frequência, a intensidade e a necessidade de antibióticos. E não, eu não estou falando necessariamente de cirurgia nasal.
Grande parte das pessoas ainda acredita que, para melhorar das crises repetidas de sinusite, é preciso operar o nariz. Mas essa é apenas uma parte da história.
A cirurgia nasal pode ser sim, muito útil e bem indicada em situações específicas, como desvio de septo obstrutivo importante, pólipos nasais, sinusite crônica que não melhora com tratamento adequado, sinusite fúngica, alterações anatômicas que dificultam a drenagem dos seios da face ou casos com complicações.
As diretrizes atuais reforçam que a rinossinusite precisa ser avaliada de forma individualizada, diferenciando quadros agudos, recorrentes e crônicos, e que exames como endoscopia nasal, tomografia e avaliação de alergia/imunidade podem ser necessários em casos selecionados.
Mas aqui está o ponto principal: cirurgia não é sinônimo de cura definitiva para sinusite de repetição.
Algumas pessoas operam, melhoram a passagem de ar, melhoram a drenagem nasal, reduzem obstruções importantes… mas continuam tendo crises. Em alguns casos, a pessoa até relata que “o nariz ficou mais aberto”, mas as infecções, secreções, tosse, pressão facial e uso recorrente de medicamentos continuam aparecendo.
E por que isso acontece?
Porque, muitas vezes, o problema não está apenas na anatomia do nariz. Está também na forma como o organismo responde ao contato com vírus, bactérias, fungos, alérgenos e irritantes ambientais.
A sinusite de repetição pode estar associada a rinite alérgica mal controlada, inflamação persistente da mucosa nasal, exposição frequente a poeira, mofo ou ácaros, alterações do sono, alimentação inadequada, deficiências nutricionais, saúde intestinal comprometida, uso repetido de antibióticos, alterações imunológicas e outros fatores que deixam as vias aéreas mais vulneráveis.
É por isso que, antes de pensar em cirurgia, é fundamental fazer uma avaliação completa.
No consultório, o primeiro passo é avaliar a parte estrutural das vias aéreas: septo nasal, cornetos, presença de pólipos, secreção, sinais de sinusite crônica, alterações anatômicas e qualidade da respiração nasal. Para isso, exames como a videoendoscopia nasal podem ser muito úteis.
Mas a avaliação não deve parar no nariz.
Também é importante investigar a parte alérgica e imunológica: presença de rinite alérgica, gatilhos ambientais, padrão das crises, necessidade de antibióticos, frequência das infecções, exames laboratoriais, vitaminas e minerais importantes para a resposta imunológica, além de pesquisa de imunodeficiências em casos selecionados.
E aqui entra uma abordagem que considero essencial: tratar o terreno.
Não basta apenas apagar o incêndio da crise. É preciso entender por que esse incêndio continua começando.
Quando corrigimos fatores associados — como alergia mal controlada, inflamação crônica, deficiência de vitamina D, alterações nutricionais, sono ruim, exposição ambiental e outros desequilíbrios — o organismo pode responder melhor. E, em muitos pacientes, isso muda completamente o padrão das crises.
Em alguns casos, após essa etapa, também podemos utilizar estratégias para modular e “treinar” melhor a resposta imunológica. É como se o sistema de defesa precisasse reaprender a responder de forma mais eficiente: nem exagerada, como acontece nas alergias, nem fraca, como vemos em quem vive em ciclos de infecção.
Esse cuidado não substitui a cirurgia quando ela é realmente necessária. Mas evita que a cirurgia seja vista como a única saída.
A melhor pergunta não é simplesmente: “Preciso operar?”
A melhor pergunta é:
“O que está fazendo meu organismo repetir essas crises?”
Porque quando olhamos apenas para o nariz, podemos perder parte importante da história. Mas quando avaliamos vias aéreas, alergias, imunidade, hábitos, ambiente e saúde geral, o tratamento se torna muito mais estratégico.
Sinusite de repetição não deve ser normalizada. Viver todos os anos dependendo de antibióticos, corticoides, descongestionantes e noites mal dormidas não precisa ser o destino de quem sofre com esse problema.
A cirurgia pode ter seu lugar. Mas, em muitos casos, o caminho começa com uma boa investigação clínica, controle da inflamação, fortalecimento da imunidade e prevenção das crises.
E é justamente aí que está a diferença entre tratar apenas mais uma sinusite… e cuidar da pessoa que vive tendo sinusite.
Onde encontrar atendimento para sinusite de repetição e melhora da imunidade em Florianópolis?
Se você busca atendimento para melhora da imunidade em Florianópolis, especialmente em casos de rinite alérgica, otites, sinusites, amigdalites ou infecções respiratórias de repetição, você pode me procurar.
Nos últimos anos, tenho me dedicado de forma especial ao tratamento clínico das infecções respiratórias de repetição. No consultório, realizo uma avaliação otorrinolaringológica individualizada, olhando não apenas para a crise, mas para tudo que pode estar contribuindo para que ela volte a acontecer.
Avalio a saúde respiratória, os fatores alérgicos, a imunidade, os hábitos de vida e possíveis desequilíbrios que podem deixar o organismo mais vulnerável.
O meu objetivo é ajudar você a sair do ciclo de crises, medicamentos repetidos e noites mal dormidas, buscando um caminho mais preventivo, mais completo e mais duradouro para a sua saúde.
Onde encontrar atendimento em Florianópolis:
Dra. Andréa Rodrigues
Otorrinolaringologista com atuação dedicada à saúde respiratória, imunidade e rinite alérgica.
CRM-SC 24327 | RQE 14743
Clínica Super Imunne – Otorrinolaringologia e Saúde
Avenida Prefeito Osmar Cunha, 416, sala 402, Centro – Florianópolis/SC
WhatsApp: (48) 99105-9970
Referências
- American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery Foundation. Clinical Practice Guideline: Adult Sinusitis Update. Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2025.
- Fokkens WJ, Lund VJ, Hopkins C, et al. European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps 2020 — EPOS 2020. Rhinology, 2020.
- Chow AW, Benninger MS, Brook I, et al. IDSA Clinical Practice Guideline for Acute Bacterial Rhinosinusitis in Children and Adults. Clinical Infectious Diseases, 2012.
