Alergia ao suor existe? Entenda a urticária provocada pelo calor e pelo exercício

Fazer atividade física, tomar um banho quente, passar nervoso ou simplesmente enfrentar um dia de muito calor pode provocar pequenas placas vermelhas, coceira e ardência na pele de algumas pessoas.

Como as lesões frequentemente aparecem quando o corpo começa a transpirar, o problema costuma ser chamado de “alergia ao suor”. No entanto, o nome médico mais utilizado para essa condição é urticária colinérgica.

Ela é uma forma de urticária crônica induzível, ou seja, as lesões aparecem após um estímulo específico. Nesse caso, o principal gatilho é o aumento da temperatura interna do corpo, geralmente acompanhado de transpiração.

Embora o suor possa participar da reação em alguns pacientes, nem sempre ele é o verdadeiro responsável. Muitas vezes, é o aquecimento do organismo que ativa a crise.

O que é urticária colinérgica?

A urticária colinérgica é uma condição em que pequenas lesões elevadas surgem na pele quando a temperatura corporal aumenta.

Isso pode acontecer durante:

Atividade física

Exposição ao calor

Banhos quentes

Saunas

Situações de ansiedade ou estresse

Febre

Ingestão de alimentos muito quentes ou apimentados

Consumo de bebidas alcoólicas

Transpiração intensa

O problema está relacionado à ativação inadequada dos mastócitos, células presentes na pele que liberam histamina e outros mediadores inflamatórios.

Essa liberação provoca coceira, vermelhidão, ardência e formação das pequenas placas características da urticária.

A urticária colinérgica costuma começar na adolescência ou no início da vida adulta, mas pode ocorrer em outras faixas etárias. Como as crises podem interferir na prática de exercícios, no trabalho e em atividades sociais, o impacto sobre a qualidade de vida pode ser significativo.

Como são as lesões?

As lesões da urticária colinérgica costumam ser pequenas, geralmente com poucos milímetros de diâmetro.

Elas podem aparecer como:

Pequenas bolinhas elevadas

Pontos avermelhados

Placas com um halo vermelho ao redor

Áreas de coceira ou ardência

Sensação de picadas, formigamento ou queimação

As lesões geralmente começam no tronco, no pescoço ou nos braços e podem se espalhar para outras regiões do corpo.

Na maioria das vezes, surgem poucos minutos depois que a pessoa começa a aquecer ou transpirar. Após a interrupção do gatilho e o resfriamento do corpo, costumam desaparecer gradualmente, sem deixar marcas permanentes.

A aparência pode ser semelhante à urticária aquagênica, mas os gatilhos são diferentes. Na urticária colinérgica, o problema está relacionado principalmente ao aumento da temperatura corporal, e não simplesmente ao contato da pele com a água.

É realmente uma alergia ao suor?

Em alguns pacientes, pode existir uma reação de hipersensibilidade a componentes presentes no próprio suor. Entretanto, isso não acontece em todos os casos.

A urticária colinérgica parece englobar diferentes mecanismos. Entre as hipóteses estudadas estão:

Maior sensibilidade da pele ao suor

Alteração na resposta à acetilcolina

Ativação exagerada dos mastócitos

Dificuldade ou redução da transpiração em algumas áreas

Alterações na comunicação entre terminações nervosas, glândulas sudoríparas e sistema imunológico

Por isso, dizer simplesmente que a pessoa tem “alergia ao suor” pode ser uma explicação incompleta.

Em alguns pacientes, as lesões aparecem mesmo com pouca transpiração, desde que exista aumento da temperatura corporal. Em outros, o suor parece desempenhar um papel mais direto na reação.

Quais são os gatilhos mais comuns?

Exercício físico

Corrida, bicicleta, musculação, dança e outras atividades podem provocar uma crise, principalmente quando são intensas ou realizadas em ambientes quentes.

As lesões podem começar logo nos primeiros minutos do exercício.

Banho quente

A água quente aumenta rapidamente a temperatura da pele e do corpo. Por isso, é comum o paciente perceber as placas durante ou logo depois do banho.

Nesse caso, a reação não significa necessariamente alergia à água.

Calor ambiental

Dias muito quentes, ambientes fechados, uso excessivo de roupas ou exposição prolongada ao sol também podem provocar sintomas.

Estresse e emoções

Ansiedade, medo, vergonha, raiva ou outras emoções intensas podem aumentar a temperatura corporal e estimular a transpiração.

Por isso, algumas pessoas percebem as placas antes de apresentações, reuniões, provas ou situações de tensão.

Alimentos apimentados e bebidas quentes

Pimenta, comidas muito condimentadas, sopas quentes, café e outras bebidas em alta temperatura podem provocar aquecimento e suor, favorecendo o aparecimento das lesões.

Bebidas alcoólicas

O álcool pode aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos e a sensação de calor. Em algumas pessoas, também pode intensificar a urticária.

Quais sintomas podem acompanhar as placas?

Além das lesões na pele, o paciente pode apresentar:

Coceira intensa

Ardência

Sensação de calor

Formigamento

Dor de cabeça

Cansaço

Náusea

Dor abdominal

Tontura

Palpitações

Falta de ar ou chiado no peito

As manifestações gerais são menos comuns, mas precisam ser valorizadas.

Em casos raros, a urticária colinérgica pode estar associada a uma reação sistêmica mais importante. Por isso, sintomas respiratórios, desmaio, inchaço da boca ou sensação de fechamento da garganta exigem avaliação imediata.

Urticária colinérgica e anafilaxia por exercício são a mesma coisa?

Não.

Na urticária colinérgica, as lesões costumam ser pequenas e aparecem em resposta ao aumento da temperatura corporal. Elas também podem ser provocadas por banho quente, estresse ou alimentos apimentados, mesmo sem exercício.

Já a anafilaxia induzida por exercício é uma reação potencialmente grave que ocorre durante ou depois da atividade física. Pode provocar:

Placas maiores e disseminadas

Inchaço da face ou da garganta

Falta de ar

Queda da pressão

Tontura ou desmaio

Dor abdominal, náuseas ou vômitos

Em algumas pessoas, a reação só acontece quando o exercício é realizado após a ingestão de determinado alimento. Esse quadro é chamado de anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento.

Diferenciar essas condições é fundamental, pois o risco e as orientações de segurança são diferentes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com uma história clínica detalhada.

O médico procura entender:

Como são as lesões

Quanto tempo demoram para aparecer

Quanto tempo permanecem na pele

Quais situações provocam os sintomas

Se a reação ocorre com exercícios, banho quente, estresse ou alimentos

Se existem sintomas respiratórios ou digestivos

Se a pessoa consegue transpirar normalmente

Se algum alimento ou medicamento foi utilizado antes da crise

Fotografar as lesões pode ajudar bastante, pois elas frequentemente desaparecem antes da consulta.

Para confirmar a suspeita, pode ser realizado um teste de provocação, sempre em ambiente controlado.

Quais testes podem ser realizados?

Teste com exercício

O paciente realiza uma atividade física, como caminhada rápida, bicicleta ergométrica ou corrida, até que comece a transpirar e ocorra aumento da temperatura corporal.

A pele e os sintomas são observados durante e após o exercício.

Teste de aquecimento passivo

Pode ser realizado com banho ou imersão em água aquecida, sob supervisão, com o objetivo de elevar a temperatura corporal sem a prática de exercício.

Esse teste pode ajudar a diferenciar a urticária colinérgica de outras reações que acontecem apenas durante o esforço físico.

Avaliação da transpiração

Em pacientes que apresentam redução ou ausência de suor, podem ser necessários testes específicos para avaliar o funcionamento das glândulas sudoríparas.

Testes para outras urticárias

Dependendo da história, também podem ser realizados testes para investigar:

Urticária ao calor

Urticária ao frio

Urticária aquagênica

Dermografismo

Urticária por pressão

Outras formas de urticária induzível

As diretrizes recomendam que o diagnóstico das urticárias induzíveis seja confirmado por testes de provocação e, quando possível, pela avaliação do limiar necessário para desencadear a reação.

São necessários exames de sangue?

Não existe um exame de sangue específico que confirme a urticária colinérgica.

Em muitos pacientes, os exames laboratoriais são normais. A investigação deve ser direcionada pela história clínica e pelo exame físico.

Dependendo dos sintomas, o médico pode solicitar:

Hemograma

Marcadores inflamatórios

Avaliação da tireoide

Função hepática e renal

Glicemia

Imunoglobulinas

IgE total

Dosagem de triptase em situações selecionadas

Exames para investigar alergias específicas, quando houver suspeita

Avaliação cardiológica ou respiratória diante de sintomas associados

Esses exames não diagnosticam diretamente a urticária colinérgica. Eles ajudam a avaliar o estado geral de saúde, excluir outras doenças e identificar fatores que possam contribuir para a intensidade ou persistência das crises.

Uma investigação muito extensa não é necessária para todos os pacientes. Os exames devem ser escolhidos de maneira individualizada, evitando tanto a falta quanto o excesso de investigação.

O teste alérgico identifica alergia ao suor?

Os testes alérgicos tradicionais, como o teste cutâneo de leitura imediata e a dosagem de IgE específica no sangue, não costumam confirmar a urticária colinérgica.

Quando existe suspeita de alergia a alimentos, medicamentos ou outras substâncias associadas às crises, esses testes podem ser solicitados para investigar diagnósticos diferentes ou condições coexistentes.

O teste de contato, também chamado de patch test, pode ser útil quando há suspeita de dermatite provocada por cosméticos, tecidos, perfumes, conservantes ou produtos aplicados na pele.

Entretanto, o teste de contato não diagnostica a urticária colinérgica nem uma possível hipersensibilidade ao suor.

Quais condições podem ser confundidas com urticária colinérgica?

Brotoeja

A brotoeja, também chamada de miliária, acontece quando os canais que transportam o suor ficam obstruídos.

As lesões tendem a permanecer por mais tempo e podem ocorrer principalmente em regiões abafadas pelas roupas.

Na urticária colinérgica, as placas aparecem rapidamente após o aquecimento e costumam desaparecer em pouco tempo.

Dermatite de contato

Pode ser provocada por tecidos, detergentes, perfumes, cosméticos ou produtos aplicados na pele. As lesões geralmente duram mais tempo e podem apresentar descamação.

Urticária ao calor

Na urticária de contato ao calor, as lesões aparecem diretamente na região encostada em uma fonte quente.

Na urticária colinérgica, a reação é provocada pelo aumento geral da temperatura corporal e pode surgir em áreas que não tiveram contato direto com a fonte de calor.

Urticária aquagênica

É desencadeada pelo contato da pele com a água, independentemente da temperatura.

Anafilaxia induzida por exercício

Pode provocar sintomas generalizados e potencialmente graves, exigindo um plano específico de prevenção e emergência.

Reações a medicamentos

Anti-inflamatórios, alguns antibióticos e outros medicamentos podem provocar ou agravar urticária em determinadas pessoas.

A urticária colinérgica tem tratamento?

Sim. Embora nem sempre seja possível eliminar completamente a tendência às crises, o tratamento pode reduzir bastante a frequência e a intensidade dos sintomas.

O objetivo é permitir que o paciente pratique exercícios, trabalhe, tome banho e participe das atividades do cotidiano com segurança e qualidade de vida.

Anti-histamínicos de segunda geração

Os anti-histamínicos de segunda geração são geralmente a primeira opção de tratamento.

Eles bloqueiam parte da ação da histamina e podem reduzir:

Coceira

Vermelhidão

Número de lesões

Intensidade das crises

Dependendo da frequência dos sintomas, o médico pode orientar o uso diário ou antes de uma situação previsível, como atividade física.

O medicamento deve ser escolhido de forma individualizada, considerando resposta, sonolência, profissão, outros remédios em uso e condições clínicas associadas.

A dose pode ser aumentada?

Quando a dose habitual não controla adequadamente os sintomas, as diretrizes internacionais permitem considerar o aumento gradual de um único anti-histamínico de segunda geração, chegando, em casos selecionados, a até quatro vezes a dose convencional.

Esse ajuste deve ser feito exclusivamente sob orientação médica.

Não é recomendado aumentar a dose, associar vários anti-histamínicos ou trocar o medicamento por conta própria.

O que fazer quando o anti-histamínico não resolve?

Primeiramente, é necessário confirmar:

Se o diagnóstico está correto

Se o medicamento está sendo utilizado regularmente

Se a dose está adequada

Se existem outros tipos de urticária associados

Se há medicamentos ou fatores agravantes

Se o paciente apresenta redução da transpiração

Se há sinais de anafilaxia induzida por exercício

Nos casos resistentes, o especialista pode avaliar tratamentos adicionais.

Omalizumabe

O omalizumabe é um medicamento biológico utilizado no tratamento de algumas formas de urticária crônica.

Na urticária colinérgica, existem pacientes que apresentam melhora, mas a resposta não é igual em todos os casos. Sua indicação deve ser individualizada, especialmente quando os sintomas permanecem importantes apesar do uso adequado de anti-histamínicos.

Outras possibilidades terapêuticas

Em casos específicos e resistentes, podem ser considerados:

Outros medicamentos que interferem na ativação dos mastócitos

Anticolinérgicos em situações selecionadas

Fototerapia

Ciclosporina, após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios

Protocolos especializados de exposição gradual e indução controlada da transpiração

Esses tratamentos não são necessários para a maioria das pessoas e não devem ser realizados sem acompanhamento.

A versão internacional mais recente da diretriz mantém os anti-histamínicos de segunda geração como base do tratamento da urticária crônica e orienta o escalonamento terapêutico conforme o controle dos sintomas e a resposta individual.

É preciso parar de fazer exercícios?

Na maioria dos casos, não.

Abandonar completamente a atividade física pode prejudicar a saúde cardiovascular, o sono, o controle do estresse, a disposição e a qualidade de vida.

O melhor caminho é adaptar a rotina de acordo com a intensidade da doença.

Algumas medidas podem ajudar:

Exercitar-se em ambientes frescos e ventilados

Evitar os horários mais quentes do dia

Usar roupas leves e respiráveis

Começar com aquecimento gradual

Reduzir temporariamente a intensidade quando a doença estiver descontrolada

Manter água e os medicamentos orientados por perto

Interromper a atividade se surgirem sintomas generalizados

Evitar praticar exercícios sozinho quando já houve reação importante

Seguir o plano preventivo prescrito pelo médico

Pacientes com histórico de falta de ar, queda de pressão, desmaio ou anafilaxia precisam de orientações de segurança mais específicas.

Cuidados durante o banho

Prefira banhos mornos e mais rápidos.

Evite água muito quente.

Não esfregue a pele com buchas ou esponjas ásperas.

Utilize sabonetes suaves e sem fragrâncias intensas.

Seque a pele delicadamente, sem fricção excessiva.

Se o banho quente for um gatilho importante, reduza a temperatura gradualmente. Não é necessário transformar o banho em uma expedição polar — o objetivo é encontrar uma temperatura confortável que não provoque a crise.

O estresse pode piorar?

Sim.

O estresse não significa que a doença seja “emocional” ou imaginária. Situações de tensão podem aumentar a temperatura corporal, estimular a transpiração e liberar substâncias envolvidas na reação da pele.

Além do tratamento medicamentoso, podem ser úteis:

Sono adequado

Atividade física adaptada

Técnicas de respiração e relaxamento

Psicoterapia, quando indicada

Organização da rotina

Redução do excesso de cafeína ou álcool, quando percebidos como gatilhos

Cuidar do estresse não substitui o tratamento médico, mas pode ajudar a reduzir um gatilho frequente.

Faça um diário das crises

Anote:

Dia e horário

Atividade realizada

Temperatura do ambiente

Tempo até o início das lesões

Regiões afetadas

Presença de suor

Alimentos ou bebidas consumidos anteriormente

Medicamentos utilizados

Sintomas respiratórios, digestivos ou cardiovasculares

Tempo de duração da reação

Fotografe as lesões sempre que possível.

Esse registro pode revelar se as crises estão relacionadas apenas ao aquecimento ou se existe associação com alimentos, medicamentos, álcool, estresse ou outros fatores.

Quando procurar avaliação médica?

Procure avaliação quando:

As placas aparecem repetidamente durante o exercício ou calor

Os sintomas impedem a prática de atividade física

As crises estão se tornando mais frequentes ou intensas

Há dúvida entre urticária, brotoeja, dermatite ou outra condição

Os anti-histamínicos habituais não controlam o quadro

Existem sintomas respiratórios ou desmaios

A transpiração está reduzida ou ausente

A reação parece depender da ingestão de algum alimento

O diagnóstico correto é essencial para que o paciente não passe a evitar todas as situações que provocam suor sem necessidade.

Conclusão

A urticária colinérgica é uma forma de urticária provocada principalmente pelo aumento da temperatura corporal.

As crises podem surgir durante exercícios, banhos quentes, exposição ao calor, estresse, febre, alimentos apimentados ou outras situações que provoquem transpiração.

Apesar de ser conhecida como “alergia ao suor”, a condição é mais complexa. Alguns pacientes podem apresentar sensibilidade a componentes do suor, enquanto outros reagem principalmente ao aquecimento do organismo.

O diagnóstico é realizado pela história clínica, pela observação das lesões e, quando necessário, por testes de provocação controlados.

O tratamento geralmente começa com anti-histamínicos de segunda geração e adaptações na rotina. Nos casos que não respondem ao tratamento inicial, outras estratégias podem ser avaliadas pelo especialista.

Com o diagnóstico correto e um plano individualizado, é possível controlar as crises sem declarar guerra ao calor, ao banho ou à atividade física.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica individualizada.

Dra. Andréa Rodrigues
CRM-SC 24327 | RQE 14743
Especialista em saúde respiratória
Atuação dedicada a infecções de repetição, rinite alérgica e imunidade

Super Imunne Otorrinolaringologia e Saúde
Avenida Prefeito Osmar Cunha, 416, sala 402
Centro – Florianópolis/SC
Instagram: @andrearodrigues_otorrino

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Sobre mim
Dra. Andréa Rodrigues

• Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

• Residência Médica no Hospital Betina Ferro de Souza (UFPA).

• Especialista também pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial.

• Membro Titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial.

• Pós-graduação em Imunologia Básica e Avançada (faculdade Unyleya)

• Pós-graduação em suplementação pediátrica (Sociedade Brasileira de Medicina Funcional Integrativa)

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